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    O Universo de Leo Nietzsche

        "Imaginem um garoto sem face sobre pedras. Agora, se as pedras rolarem, ele se mantém intacto, se desiste de estar sobre elas, não existe pedra também". Assim assumiu-se em um encontro na S.A.M . a pessoa de Leo Nietzsche. Num dia que deveria ser de homenagens, sem o homenageado, a Sociedade (de encontros cada vez mais raros) leu textos do escritor ao som muito eclético que ia de Wagner, para Enya, para Noel Rosa. Maria Clara, uma das organizadoras disse que não foi responsável pelo contato com o escritor, mas que ele não aprovaria Wagner talvez pelas comparações, e quando indagada se o escritor "tinha medo" respondeu: Claro, todo mundo tem, é natural... o mais importante não é a presença dele e sim os textos. E termina: Todos aqui, ou a maioria, já não faz comparação pois o entendemos bem mais agora. Acontece que para qualquer um que lê o nome do escritor faz referência imediata o que é desmistificado quando se entra em contato com as pessoas da S.A.M.

        O universo de Leo Nietzsche é escuro, nebuloso, pesado, denso, muitas vezes hermético, mas atrativo... como se prova neste encontro. Mas que fique claro, o que difere o universo nietzscheano do universo leonietzscheano é o tamanho, o primeiro é tão mais gigantesco, polêmico, ácido, coisa que o segundo abandonou, ou, como diz a S.A.M., apontou a acidez primeira para a lingüística e não para tipos, e seguiu, estando mais místico que ácido, mais quieto e exato que alarmista e abrangente.

     

    Matéria cedida gentilmente por: Poetch - catablog's e Nunart - Goiânia - Brasil / Marco Aurélio Souza e Nuno Pavanelli

    Postado por: Mª. Clara

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